
Fotografia de um muro de uma cidade. Obra do artista Mauro:
https://www.flickr.com/people/mauroart/
(...)
Desperceber virou sinônimo de carecer, e carecer virou antônimo de uma rememoração particular que está contida no assento vago que tornou desacentuado o motivo de estar. Ficar com sumiço, com ausência, passou a se tornar uma relação de amantes que nunca se viram até a noite anterior, até se deitarem ali. Isso é o que também mostra o buraco aberto enquanto dormia; ele exibe um casal que fora forte e feliz, até que amanhecesse... Mostra o que aconteceu, deixa ver o que agora foi, permite olhar o que agora é.
O rombo cáustico, que apresenta o que veio do posterior e o que viria do anterior dos acontecimentos. — Um buraco na parede e a força de um casal desconhecido. O quanto mais caberia no sumiço, dentro da falta.
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— O meu resultado foi: interrupção seguida, disfemia aceitada e amor ao estranhamento recebido de um estranho próximo e maior. Amei humildemente seus dois olhos divertidos, que não me amavam e nem me queriam ver na totalidade. Senti-os, e os pressupus também, naquilo que eles pareciam jamais querer presenciar em cor e em grau, através das fortes lentes ensebadas, tão rentes a suas sobrancelhas tão inquisidoras, fatais.
Não importa o que queria se só se queria flagelação e autoflagelação em sua frente. Soube sobre e sob os dois, e a negação estava clara, desde muito. Como o não se perpetuando em meu corpo.
Como não perpetuado pela vida.